Diante de uma crise psíquica grave, como um surto psicótico, o modelo tradicional costuma isolar a pessoa em hospitais ou consultórios, com foco quase exclusivo na resposta medicamentosa. O Diálogo Aberto inverte essa lógica.
Desenvolvida na Finlândia nos anos 1980 e hoje recomendada pela OMS, a abordagem entende que o sofrimento não acontece do nada: ele afeta e é afetado pelas relações da pessoa. Por isso, uma das práticas centrais é promover encontros que unem a pessoa em sofrimento, sua rede socioafetiva — família, amigos e vizinhos — e a equipe multiprofissional.
Nenhuma decisão sobre tratamento, diagnóstico ou medicação é tomada sem considerar o contexto como um todo, e principalmente a voz da pessoa. Tudo é conversado, negociado e decidido de forma transparente.